Microcósmos
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
O balneário dos miseráveis
Um lugar bom pra cachorro
Verear, para que? Verear para quem?
Muitos vereadores são verdadeiros bibelôs, figura decorativa, sem funcionalidade, que se utiliza do expediente para obter cargos, vantagens e favores pessoais. Lembrou de alguém? Com essa prática, que é recorrente, estreitam-se os laços com a administração e com isso acabam esquecendo a missão primordial do seu cargo, que é fiscalizar os atos do executivo visando o bem coletivo. É como colocar a alcatéia para fiscalizar o macho alfa em meio ao rebanho; tudo lhes é licito e convém aos seus.
A cada favor, um antolhos, e a vista fica absurdamente grossa, em meio à ridícula paisagem surreal que vivemos: “praças oásis”, absenteísmo e custos nababescos. Tudo é ignorado nessa “câmara de gás do riso”, onde se anda cinicamente bem e em caráter regimental, mas, isso é o efeito do voto casado, que nos é imposto, sobe o pretexto de garantir a governabilidade, e assim formam-se verdadeiras quadrilhas políticas, onde um macaco segura o rabo do outro e ninguém cai da bananeira.
No afã de se tornar uma cidade modelo, calçamos os sapatos sem ter lavado os pés e inconscientemente agradecemos uma praça no charco, outra de semelhante gosto duvidoso e serviços de manutenção elevados ao status de grandes obras. Quanto vale o show de horror? É muito pior do que parece, pois se o prejuízo ficasse apenas nos custos trabalhistas, estaríamos bem, mas a farra causa uma hemorragia nos cofres públicos.
Precisamos ser cuidadosos e saber o que e quem realmente queremos em nossa casa de leis. Não podemos permanecer nas mãos das velhas oligarquias e sermos representados por pessoas que defendem seus próprios interesses, não podemos também eleger novamente pessoas despreparadas que fazem do cargo sua profissão, podemos desta vez, fazer diferente e termos pessoas qualificadas das mais diversas áreas, realizando o progresso desejado em nossa cidade.
Então, olhem nos olhos dos candidatos que visitaram os seus lares, ouçam atentamente suas palavras e observem de quem, ou de que eles falam: se é deles e suas idéias ou de outros e seus erros e defeitos, se defendem os interesses da sua comunidade ou se oferecem favores particulares e oportunos, pois saiba que a responsabilidade da situação em que vivemos também é sua.
André de Lucena