Os cães integram-se ao cenário de flagrante desordem pública, circulando livremente, entre pessoas e veículos, com um jeitão doce e bonachão, carregando consigo doenças e sujeiras no caminho, que contribui com a infestação das larvas migrans que é encontrada em cães e ou gatos infectados com ancilostomídeos, e é mais freqüente em praias e em terrenos arenosos, onde esses animais poluem e meio com suas fezes. A secretaria de saúde, através de sua CCZ, poderia desenvolver um plano de controle com vacinações, vermifugação e esterilização, de animais de rua, já que não temos um canil municipal.
Essa preocupação é e nacional, pois já tramita na câmera desde o dia 2 de maio, o Projeto de Lei 422/11 , do deputado Lincoln Portela (PR-MG), que cria o Fundo Federal de Proteção Animal, destinado a centros municipais de controle de zoonoses, centros de triagens e organismos de proteção e de combate ao tráfico de animais. O projeto obriga toda pessoa física ou jurídica que usa imagem de animal em publicidade comercial a recolher ao Fundo quantia equivalente a 1% do valor da campanha. Além disso, o fundo poderá receber recursos: do Orçamento da União; decorrentes de acordos, ajustes, contratos e convênios celebrados com órgãos e entidades da administração pública federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal; doados por pessoas físicas ou entidades nacionais e internacionais, públicas ou privadas; e de empréstimos de instituições financeiras nacionais ou internacionais.
O número de animais soltos nas ruas é incalculável, mas é notável que muitas vezes, é preciso haver conscientização da população, pois o cão não aparece nas ruas por um acaso, a irresponsabilidade de alguns moradores da nossa cidade causa transtornos para todos os setores da sociedade. Os garis e lixeiros têm problemas para recolher o lixo, que muitas vezes é colocado nas ruas horas antes da coleta. Os cães, famintos, reviram o lixo e o espalham pela rua dificultando o trabalho dos funcionários.
O problema central está na ausência de ações preventivas e de educação. Temos que ficar de olho, pois os hospitais estão lotados de doentes com dengue, por exemplo, e não vemos agentes nas ruas e nem o carro fumasse; pelo visto, a música “Bicho escrotos”, gravada no inicio dos anos 80, pelos Titãs, compõe a trilha sonora atual de nossa cidade. “... bichos, saia dos lixos, baratas, me deixa ver suas pata, ratos entre nos sapatos do cidadão civilizado, pulgas que habitam minhas rugas. Onçinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo, vão se f.. Porque aqui na face da terra só bicho escroto é o que vai ter...”
Nenhum comentário:
Postar um comentário