Postagens populares

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O balneário dos miseráveis

   Chacota, piada e toda sorte de más referências. Os ataques sistemático dos programas da Globo, a imagem de Iguaba Grande e seu povo é um verdadeiro “Bulling” coletivo, e sejamos franco; já passou de “engraçado”, está chato e fere nossa dignidade. Já se foi o tempo  em que as ofensas soavam como humor negro, hoje não passa de uma piada de mal gosto e agressivo, uma herança maldita da cultura “Sado-imperialista”.

    Tudo foi se tornando pessoal e a gota d’água foi assistirmos a última apresentação do programa “Entre tapas e beijos”, lançar um ataque direto ao município e as suas mulheres. E poderíamos nos conformar se a relação com a Globo fosse entre tapas e beijos, mas só temos recebido tapas, chutes e pontapés, e não foi for falta de oportunidade termos um beijo, como no ponto alto da festa da cidade em 2010 que fora presenteada com uma apresentação de gala da “Esquadrilha da fumaça” , graças ao loby de um  jovem talento de nossa cidade.


    Iguaba Grande é um município jovem, porém com problemas de cidade grande, mas aqui somos felizes, no carnaval sem estrutura, na desordem da feira livre, na carência do atendimento médico e no passeio da orla lacustre mal planejada e caríssima. Com tudo isso, somos felizes, pois a “Nossa Iguaba” emoldura a paisagem mais estonteante da Laguna Araruama e nos faz acreditar que podemos chegar a um patamar modelo, pois os problemas que temos, ainda não são crônicos e poderemos extirpar estes tumores através do voto. Em análise do panorama, perceberemos que a má gestão é o nosso grande problema, pois o setor privado torna publica as suas ações bem sucedidas, enquanto o publico joga os recursos na privada... Na melhor das hipóteses.  Temos muito a explorar e conquistar nessa terra prometida, mas só nós sabemos o que há num coração que não bate; apenas apanha.



                                                                                      
                                                                                   André de Lucena

Um lugar bom pra cachorro

   Os cães integram-se ao cenário de flagrante desordem pública, circulando livremente, entre pessoas e veículos, com um jeitão doce e bonachão, carregando consigo doenças e sujeiras no caminho, que contribui com a infestação das larvas migrans que é encontrada em cães e ou gatos infectados com ancilostomídeos, e é mais freqüente em praias e em terrenos arenosos, onde esses animais poluem e meio com suas fezes. A secretaria de saúde, através de sua CCZ, poderia desenvolver um plano de controle com vacinações, vermifugação e esterilização, de animais de rua, já que não temos um canil municipal.

   Essa preocupação é e nacional, pois já tramita na câmera desde o dia 2 de maio, o Projeto de Lei 422/11 , do deputado Lincoln Portela (PR-MG), que cria o Fundo Federal de Proteção Animal, destinado a centros municipais de controle de zoonoses, centros de triagens e organismos de proteção e de combate ao tráfico de animais. O projeto obriga toda pessoa física ou jurídica que usa imagem de animal em publicidade comercial a recolher ao Fundo quantia equivalente a 1% do valor da campanha.  Além disso, o fundo poderá receber recursos: do Orçamento da União; decorrentes de acordos, ajustes, contratos e convênios celebrados com órgãos e entidades da administração pública federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal; doados por pessoas físicas ou entidades nacionais e internacionais, públicas ou privadas; e de empréstimos de instituições financeiras nacionais ou internacionais.  

   O número de animais soltos nas ruas é incalculável, mas é notável que muitas vezes, é preciso haver conscientização da população, pois o cão não aparece nas ruas por um acaso, a irresponsabilidade de alguns moradores da nossa cidade causa transtornos para todos os setores da sociedade. Os garis e lixeiros têm problemas para recolher o lixo, que muitas vezes é colocado nas ruas horas antes da coleta. Os cães, famintos, reviram o lixo e o espalham pela rua dificultando o trabalho dos funcionários.
   O problema central está na ausência de ações preventivas e de educação. Temos que ficar de olho, pois os hospitais estão lotados de doentes com dengue, por exemplo, e não vemos agentes nas ruas e nem o carro fumasse; pelo visto, a música “Bicho escrotos”,  gravada no inicio dos anos 80, pelos Titãs, compõe a trilha sonora atual de nossa cidade.  “... bichos, saia dos lixos, baratas, me deixa ver suas pata, ratos entre nos sapatos do cidadão civilizado, pulgas que habitam minhas rugas. Onçinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo, vão se f.. Porque aqui na face da terra só bicho escroto é o que vai ter...”
                                                                                                               
                                                                                                    André de Lucena

Verear, para que? Verear para quem?

Muitos vereadores são verdadeiros bibelôs, figura decorativa, sem funcionalidade, que se utiliza do expediente para obter cargos, vantagens e favores pessoais. Lembrou de alguém? Com essa prática, que é recorrente, estreitam-se os laços com a administração e com isso acabam esquecendo a missão primordial do seu cargo, que é fiscalizar os atos do executivo visando o bem coletivo. É como colocar a alcatéia para fiscalizar o macho alfa em meio ao rebanho; tudo lhes é licito e convém aos seus.

A cada favor, um antolhos, e a vista fica absurdamente grossa, em meio à ridícula paisagem surreal que vivemos: “praças oásis”, absenteísmo e custos nababescos. Tudo é ignorado nessa “câmara de gás do riso”, onde se anda cinicamente bem e em caráter regimental, mas, isso é o efeito do voto casado, que nos é imposto, sobe o pretexto de garantir a governabilidade, e assim formam-se verdadeiras quadrilhas políticas, onde um macaco segura o rabo do outro e ninguém cai da bananeira.

No afã de se tornar uma cidade modelo, calçamos os sapatos sem ter lavado os pés e inconscientemente agradecemos uma praça no charco, outra de semelhante gosto duvidoso e serviços de manutenção elevados ao status de grandes obras. Quanto vale o show de horror? É muito pior do que parece, pois se o prejuízo ficasse apenas nos custos trabalhistas, estaríamos bem, mas a farra causa uma hemorragia nos cofres públicos.

Precisamos ser cuidadosos e saber o que e quem realmente queremos em nossa casa de leis. Não podemos permanecer nas mãos das velhas oligarquias e sermos representados por pessoas que defendem seus próprios interesses, não podemos também eleger novamente pessoas despreparadas que fazem do cargo sua profissão, podemos desta vez, fazer diferente e termos pessoas qualificadas das mais diversas áreas, realizando o progresso desejado em nossa cidade.

Então, olhem nos olhos dos candidatos que visitaram os seus lares, ouçam atentamente suas palavras e observem de quem, ou de que eles falam: se é deles e suas idéias ou de outros e seus erros e defeitos, se defendem os interesses da sua comunidade ou se oferecem favores particulares e oportunos, pois saiba que a responsabilidade da situação em que vivemos também é sua.

André de Lucena