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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Verear, para que? Verear para quem?

Muitos vereadores são verdadeiros bibelôs, figura decorativa, sem funcionalidade, que se utiliza do expediente para obter cargos, vantagens e favores pessoais. Lembrou de alguém? Com essa prática, que é recorrente, estreitam-se os laços com a administração e com isso acabam esquecendo a missão primordial do seu cargo, que é fiscalizar os atos do executivo visando o bem coletivo. É como colocar a alcatéia para fiscalizar o macho alfa em meio ao rebanho; tudo lhes é licito e convém aos seus.

A cada favor, um antolhos, e a vista fica absurdamente grossa, em meio à ridícula paisagem surreal que vivemos: “praças oásis”, absenteísmo e custos nababescos. Tudo é ignorado nessa “câmara de gás do riso”, onde se anda cinicamente bem e em caráter regimental, mas, isso é o efeito do voto casado, que nos é imposto, sobe o pretexto de garantir a governabilidade, e assim formam-se verdadeiras quadrilhas políticas, onde um macaco segura o rabo do outro e ninguém cai da bananeira.

No afã de se tornar uma cidade modelo, calçamos os sapatos sem ter lavado os pés e inconscientemente agradecemos uma praça no charco, outra de semelhante gosto duvidoso e serviços de manutenção elevados ao status de grandes obras. Quanto vale o show de horror? É muito pior do que parece, pois se o prejuízo ficasse apenas nos custos trabalhistas, estaríamos bem, mas a farra causa uma hemorragia nos cofres públicos.

Precisamos ser cuidadosos e saber o que e quem realmente queremos em nossa casa de leis. Não podemos permanecer nas mãos das velhas oligarquias e sermos representados por pessoas que defendem seus próprios interesses, não podemos também eleger novamente pessoas despreparadas que fazem do cargo sua profissão, podemos desta vez, fazer diferente e termos pessoas qualificadas das mais diversas áreas, realizando o progresso desejado em nossa cidade.

Então, olhem nos olhos dos candidatos que visitaram os seus lares, ouçam atentamente suas palavras e observem de quem, ou de que eles falam: se é deles e suas idéias ou de outros e seus erros e defeitos, se defendem os interesses da sua comunidade ou se oferecem favores particulares e oportunos, pois saiba que a responsabilidade da situação em que vivemos também é sua.

André de Lucena

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